
A ministra e corregedora do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Eliana Calmon, vai ministrar uma Conferência Magna nesta quinta (17) em comemoração da Semana da Defensoria. Além disso, ela será homenageada com a Medalha de Honra ao Mérito Defensorial. Calmon é conhecida por apoiar o fortalecimento das Defensorias Públicas nos Estados a fim de eliminar os “bandidos de toga” e garantir o acesso à justiça para os brasileiros. A senadora Lídice da Mata e o defensor público Antônio Teixeira também receberão medalhas na mesma cerimônia. O evento acontecerá na Fundação Luís Eduardo Magalhães, no Centro Administrativo da Bahia (CAB), em Salvador.
Após conseguir o adiamento do depoimento do contraventor Carlinhos Cachoeira, a defesa do bicheiro obteve, nesta quarta (16), acesso à sala-cofre da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI), que investiga as relações de Cachoeira com agentes públicos e particulares. Um advogado e um perito chegaram no Congresso Nacional por volta de meio-dia e passaram a tarde analisando os autos das investigações das operações Vegas e Monte Carlo. O acesso ao material sigiloso foi autorizado ontem (15) na reunião administrativa da CPI.
A Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulgou em seu site uma pesquisa onde revela que 53% dos brasileiros querem que o país combata o desmatamento da Amazônia em favor do meio ambiente. No estudo, 42% dos entrevistados disseram que o governo deve priorizar em sua agenda o tratamento de esgoto e o aquecimento global. Apenas 9% consideram a preservação das espécies um tema prioritário. A pesquisa foi nomeada de “Retratos da Sociedade Brasileira” e foi feito pela CNI em parceria com o Ibope. Foram entrevistados 2.002 eleitores de 16 anos ou mais, em dezembro de 2011 – seis meses antes da Rio+20, Conferência da ONU sobre desenvolvimento sustentável.
A pré-candidata do PPS à Prefeitura de São Paulo, Soninha Francine, gerou polêmica no Twitter ao comentar sobre a colisão entre os dois metrôs, em São Paulo. No microblog, Francine escreveu que achava "#mtoloco" não estar notando nenhum caos, apesar de estar usando a rede de transportes. Segundo sua publicação, tudo estava "sussa" no momento. "Metrô caótico, é? Não fosse p TV e Tuíter, nem saberia. Peguei Linha Verde e Amarela sussa. #mtoloco.", publicou. Os comentários da candidata subiram ao topo do "trending topics", ferramenta que contabiliza o número de menções a um tema ou palavra. Os tópicos #mtoloco, #sussa, #calabocaSoninha e Soninha estiveram entre os dez mais comentados do dia.
O presidente do DEM, senador Agripino Maia (RN), sinalizou que após ser oficializado o apoio ao candidato José Serra (PSDB) à Prefeitura de São Paulo, o partido poderá indicar um vice para concorrer junto com o tucano. Ao ser questionado sobre o assunto ele afirmou: “Essa é a segunda etapa. O assunto da ordem do dia é a aliança com o PSDB, em seguida vem o desdobramento”, afirmou Maia com exclusividade à Coluna. Sobre a aliança, o senador avaliou como positiva, já que “a relação entre o PSDB e o DEM já vem de anos”. O anúncio oficial de apoio a Serra será dado nesta quinta (17), onde estarão reunidos integrantes das duas siglas.
Autor do livro Memórias de Uma Guerra Suja, o ex-delegado Cláudio Guerra, que foi diretor do DOPS do Espírito Santo, denunciou aos jornalistas Marcelo Netto e Rogério Medeiros uma tentativa de assassinato. Guerra falou aos dois jornalistas durante três anos no depoimento publicado em livro este mês pela editora Topbooks. Três homens rondaram a casa de repouso onde Cláudio Guerra vive escondido, no interior do Estado, sob responsabilidade da Vara de Execuções Criminais de Vila Velha (ES) e agora sob proteção da Polícia Federal. A tentativa frustrada de morte aconteceu sete horas antes da instalação, em Brasília, da Comissão Nacional da Verdade, em solenidade presidida por Dilma Rousseff e com a presença de quatro ex-presidentes da República – José Sarney, Fernando Collor, Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inácio Lula da Silva. O ex-delegado Cláudio Guerra já se ofereceu para falar à Comissão da Verdade sobre a morte de quase uma centena de opositores da ditadura na década de 1970, além de revelar detalhes inéditos sobre a execução encomendada do ex-delegado Sérgio Fleury, o atentado do Riocentro e a queima dos corpos de torturados em fornos de usinas de açúcar. “Eu vou pocar”, dizia um dos três homens que cercaram o seu alojamento. Na gíria policial, pocar é atirar. Policial experiente, Guerra imaginou estar sendo atraído para uma emboscada, fora do quarto. Ficou lá dentro e ligou para o número da polícia, o 190, mas os policiais não encontraram mais ninguém, meia hora após o chamado. Ficaram apenas as marcas dos sapatos embarrados no peitoral da varanda, onde os peritos agora ainda buscam digitais. Abaixo, o texto do e-mail enviado por Cláudio Guerra nesta manhã, por volta das 9h, ao jornalista Marcelo Netto:
“Caro Marcelo, conforme lhe falei pelo Skype, hoje [quarta, 16] por volta das 4h30 da manhã aconteceu um fato muito estranho.
Há vários dias estou fora da casa de repouso. Ontem vim à Vitória para tratar de alguns assuntos e, como estava chovendo muito, decidi pernoitar na casa de repouso e, no horário citado, fui despertado com uma discussão entre duas pessoas.
Olhei pela cortina e vi o vigia da rua discutindo com uma pessoa. Neste momento vi um outro individuo, que estava no corredor próximo à minha janela. Um terceiro indivíduo falava para os dois lá embaixo — “Eu vou pocar (atirar)” — e fazia bastante barulho.
Neste momento liguei para o 190 pedindo ajuda. A ajuda só chegou mais de 30 minutos depois e os indivíduos já haviam se evadido, sem nada roubarem.
Dedução minha: a finalidade era que eu saísse do quarto para me atingirem, pois ao sair seria um alvo mais fácil. Devido à minha história, eles por certo não entraram supondo que eu estivesse armado e resistiria.
Estou retornando para o lugar que a Polícia Federal, de que a Vara de Execuções de Vila Velha tem conhecimento.
Se for tomada alguma providência, peço que seja de maneira discreta, para não assustar mais meus familiares e moradores da casa de repouso.
Obrigado por tudo, até breve, se Deus quiser. Cláudio”.
A amargura era companhia constante do pintor Iberê Camargo. Gaúcho, mudou-se para o Rio ainda jovem. Transformou-se em um dos mais respeitados artistas plásticos brasileiros, com exposições nos museus mais importantes do mundo. Faleceu em 1994, aos 80 anos, de câncer.
Como foi – A última vez que tinha visto Flávio Tavares foi em 1985, em Montevidéu, no dia em que ele deixava a prisão. Tinha sido preso político e banido do Brasil, exilado no México e novamente preso pelo exército uruguaio. A casualidade fez-me encontrá-lo novamente andando pela Rua Alberto Bins, em Porto Alegre.
Eu estava feliz por ter fotografado Mário Quintana para o livro “Senhoras e Senhores” e já havia desistido de retratar Iberê. Flávio me levou até o artista, seu amigo.
No porão da casa, transformado em ateliê, Iberê mostrou-me aquela que seria a última obra de sua vida: uma dramática e tocante série de 12 pinturas. Grandes, quase que do chão ao teto. No primeiro, uma bicicleta solitária percorre um campo de flores coloridas. Nos seguintes, a mesma bicicleta continua sua tortuosa viagem.
À medida que percorre seu caminho e os quadros vão-se sucedendo, as flores vão perdendo as cores e as pinturas vão ganhando dramática intensidade. De maneira que na última peça, a bicicleta se apresenta caída, cheia de marcas, ao pé de uma árvore seca sob um céu fúnebre. Impressionado, perguntei-lhe o verdadeiro significado.
Então, Iberê pôs-se a rever cada um dos quadros, um a um, olhando-os demoradamente, e respondeu-me:
- Essa bicicleta sou eu mesmo em minha longa caminhada pela vida.
A Comissão de Segurança da Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta (16) um requerimento de autoria do deputado Fernando Francischini (PSDB-PR) para convocar o chefe da Casa Militar do Distrito Federal, coronel Rogério Leão; os tenentes-coronel da Polícia Militar (DF) Soraya Sales de Almeida, Récio Torres e Vieira Neto; e os jornalistas Edson Sombra e Mino Pedrosa para dar explicações sobre as denúncias de grampo ilegal no DF. A expectativa é que a audiência pública aconteça na próxima semana.
O ministro Antonio Patriota (Relações Exteriores) cobrou nesta quarta (16) um “tratamento correto e respeitoso” por parte dos espanhóis para com os brasileiros. Os acordos bilaterais entre os dois países serão revistos no dia 4 de junho, em Madri. A cobrança foi feita diretamente ao ministro espanhol José Manuel García-Margallo (Assuntos Exteriores e Cooperação). Os dois ministros definiram hoje (16), em reunião, que a situação da entrada de brasileiros na Espanha deve ser revista. “Reconhecemos a realidade, mas brasileiros que viajam para outros países não encontram as dificuldades que encontram na Espanha, então, queremos simplesmente que o mesmo tratamento se aplique, que é o correto e respeitoso", afirmou Patriota.
Nos primeiros três meses deste ano, cresceu 34,3% o registro de "crimes contra a dignidade sexual", enquanto aumentaram em 14,1% os índices globais de criminalidade no Distrito Federal, em relação ao mesmo período de 2011. Os "crimes contra a pessoa" aumentaram 9%; contra o patrimônio, 14,7%. Os dados foram confirmados pela própria Secretaria de Segurança Pública. A chamada Operação Tartaruga, da Polícia Militar, em fevereiro e março, contribuiu para a ação dos criminosos, segundo a secretaria, assim como uma greve da Polícia Civil do DF. O governo do DF prefere atribuir o aumento de crimes sexuais à Lei Maria da Penha, que tem incentivado as denúncias. No primeiro quadrimestre deste ano (1º de janeiro a 30 abril de 2012), a Polícia Civil do DF prendeu 40 pessoas pela prática de crimes sexuais, 29 delas em flagrante. Houve um aumento de 25% no número de prisões desse tipo de criminosos em relação ao mesmo período de 2011, quando foram realizadas 32 prisões. No total, ao longo de 2011, foram presas 87 pessoas que praticaram esse tipo de delito. Já a ação policial (apreensão de armas e drogas, repressão ao uso e ao tráfico de drogas e localização de veículos) aumentou 7,4%; e os crimes de trânsito reduziram em 0,6%, com queda de 32,6% nos homicídios culposos e aumento de 0,6% nas lesões corporais culposas.
A Justiça Federal julgou procedente a ação civil pública proposta pelo Ministério Público Federal (MPF) e Ibama decidindo anular todas as licenças ambientais dadas à empresa Diferencial Energia Empreendimentos e Participações Ltda, rebatizada de UTE Porto do Itaqui Geração de Energia, pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Recursos Naturais do Maranhão. A ação civil pública apontava irregularidades como o descumprimento de etapas previstas em normas administrativas e deficiências no licenciamento e nos estudos apresentados pelo Ibama. Segundo a sentença do juiz federal Ricardo Felipe Rodrigues Macieira, o estudo ambiental apresentado pela própria empresa sugere a ocorrência de impactos ambientais sobre a zona costeira, que integra o patrimônio da União. A Usina Termelétrica UTE Porto do Itaqui, antiga UTE-Termomaranhão, é um empreendimento promovido pela empresa Diferencial Energia, sendo esta 100% de propriedade da MPX Energia S.A., a qual por sua vez é controlada pela holding EBX. Ambas as empresas são controladas pelo megaempresário Eike Batista.
O coordenador da Comissão da Verdade, ministro Dilson Dipp, afirmou nesta quarta (16) que a Comissão não irá impor revisão à Lei da Anistia. A decisão poderá ser um alívio para os militares que temem uma possível investigação da violação de direitos humanos ocorridos entre 1946 e 1988, o que poderá desembocar na revisão da lei, permitindo a punição de crimes cometidos durante o regime militar. "Não temos nenhum poder jurisdicional, não temos nenhum poder persecutório, e a sociedade saberá compreender que essa é uma missão acima de qualquer suspeita de que nós adentremos em terreno que a lei não nos permite", afirmou.
Um motoqueiro que se acidentou por causa de buracos na pista, deve receber indenização por danos morais e materiais. A decisão é da 3ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região. A segunda instância confirmou sentença que condenou o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT). O acidente ocorreu em janeiro de 2008, no município de Joinville (SC). O autor estava em um viaduto e perdeu o controle da moto ao passar por um buraco, caindo e sofrendo várias lesões, sendo a mais séria a que resultou na imobilidade da mão esquerda. O DNIT recorreu ao tribunal após ser condenado em primeira instância a indenizar a vítima. Após analisar o recurso, a relatora do processo no tribunal, desembargadora federal Maria Lúcia Luz Leiria, entendeu que o estado tem responsabilidade pelo ocorrido, já que as provas demonstram que o DNIT conhecia o estado da estrada naquele trecho e nada fez para corrigir os defeitos ou alertar os usuários. O DNIT terá que pagar, por danos materiais, o valor de R$ 653,22 a ser deduzido do valor do seguro DPVAT recebido pelo autor, e por danos morais de 50 salários mínimos, ou seja, R$ 31.100,00. Informações do Conjur.
Quando convidou Brizola Neto para o cargo de ministro do Trabalho, a presidenta Dilma, ex-PDT, foi gentil, mas direta: “Menino, você vai ter uma autonomia como nenhum outro ministro do meu governo”. De fato, autorizou-o a escolher a equipe, recomendou que honrasse a família (referindo-se a Leonel Brizola e a João Goulart) e ordenou que o ministro resista à pressão dos políticos para “aparelhar” o ministério.
Dilma deixou claro ao jovem ministro do Trabalho: ele terá autonomia total, mas será o único responsável pelo próprio desempenho.
O senador Pedro Taques (PDT-MT) quer ver na CPI do Cachoeira os governadores do DF, Goiás, Rio, Tocantins e Mato Grosso.
O DEM oficializa hoje seu apoio à candidatura de José Serra (PSDB), como esta coluna antecipou. Às 12h, Clube Homs, na Av. Paulsta.
O líder do PMDB, Renan Calheiros, negou qualquer possibilidade de o senador Demóstenes Torres (GO) se filiar ao partido: “Não faz sentido”.
A direção nacional do PPS decretou intervenção em seu diretório do DF, por sua recusa de abandonar a base de apoio ao governo petista de Agnelo Queiroz. A direção nacional alegou que Agnelo é suspeito de envolvimento com o esquema do bicheiro Carlos Cachoeira. Mas não explicou por que não fez a mesma exigência do PPS de Goiás, que apoia o governador Marconi Perillo (PSDB), também está sob suspeita.
A intervenção no DF atende à expectativa do tucano José Serra, a quem é ligado o presidente nacional do PPS, deputado Roberto Freire.
O PPS goiano comanda a Secretaria de Cultura do governo Perillo. No DF, o partido ocupa a Secretaria de Justiça, chefiada por Alírio Neto.
O deputado Silvio Costa (PTB-PE) deixou claro que apóia o governo, admira Lula, mas não vê motivo para Marconi Perillo depor na CPI.
O serpentário do Itamaraty registra a suspensão das relações bilaterais entre o chanceler Antonio Patriota e o antecessor Celso Amorim, atual ministro da Defesa, que andou tentando ensinar Pai Nosso a vigário.
O ex-delegado do Dops-ES Cláudio Guerra garante haver sofrido uma tentativa de assassinato sete horas antes da instalação da Comissão da Verdade. Ele é autor do livro “Memórias de uma guerra suja”.
Apesar da movimentação de Demóstenes Torres para evitar cassação e obter pena mais branda, como suspensão de mandato, senadores do Conselho de Ética garantem: “o clima é de tudo ou nada”.
Após encherem a Geap de diretores petistas inexperientes a R$ 42 mil ao mês e chefias e superintendentes faturando de R$ 15 a R$ 25 mil, os conselheiros desse fundo de seguridade do servidor federal querem todos dispensados. Os demitidos receberão um ano de vencimentos.
Líderes partidários acusam assessora do presidente da Câmara do DF, deputado Patrício (PT), de vazar notícias sobre seus privilégios. Estes serão mantidos, mas Patrício prometeu-lhes demitir a assessora.
O presidente da Câmara, Marco Maia (RS), recebeu o título de cidadão de Natal (RN), sabe-se lá por que, mas nem se dignou a aprender como se diz. Em discurso, declarou-se “cidadão natalino”. É natalense.
O ministro Paulo Bernardo (Comunicações) não vê resistência dos militares à Comissão da Verdade, que investigará violação dos direitos humanos na ditadura: “A maioria nem sequer participou desse período”.
Ex-ministro da Justiça (governo Sarney) Fernando Lyra defende a Comissão da Verdade contra o obscurantismo da ditadura: “Quando assumi, o ministério tinha mais de sessenta placas de proibir”.
Com a Europa “derretendo”, o cara que chamou aquele outro de “o cara” mostra que na hora do aperto, os caras correm para aquela nota com a cara de Benjamin Franklin.